A primeira delas acontece no Rio de Janeiro (19.jan - Riocentro). Depois Fatboy Slim segue para Brasília (20.jan – Ópera Hall), Florianópolis (21.jan) – onde é a principal atração do Creamfields, considerado o maior festival de música eletrônica do mundo. Ainda na sequência ele passa por São Paulo (24.jan - Transamérica Expo Center), Belo Horizonte (28.jan – Minas Naútico - Alphaville), além de uma sexta cidade a confirmar (27.jan).
O inglês está ansioso por uma tour em terras tupiniquins.
Confira a entrevista a seguir e, se quiser, clique no player e ouça a conversa na íntegra, para sentir a descontração de Norman Cook com nosso "repórter"...
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Olá Normam, como vai?
Estou bem, obrigado como vai
?
Estou otimo! Sou da revista DJ SOUND NO BRASIL , e é um prazer em falar com você
Você não soa tão brasileiro assim, desculpe a minha observação!
Ah sim, é que não sou tão brasileiro assim!
[N.E.: Hunt é nascido nos EUA e, claro, fala inglês fluente - pacas!]
[risos]
Dance Music no mundo acabou virando a trilha principal do mainstream. O Rock, nos anos 60, dominava! O que você acha então dessa evolução da era do Rock pra cá, para o nascimento do que conhecemos atualmente como Dance Music?
É uma evolucao muito parecida com a de ritmos negros indígenos que vieram pra Europa e influenciou os Beatles, Rolling Stones e o R&B, e entraram no Pop; e depois ganharam o mundo! Acho que um processo natural.
Entao podemos dizer que é uma evolução "natural" ?
Sim, algo que entrou na Europa, EUA, ou América do Sul e depois de reciclado foi repassado ou vendido para o mundo!
Você tem acompanhado isso de perto então, desde o começo de sua carreira ?
Sim, sempre fui muito fã de música negra raiz, vinda da Africa, e ela vai no mundo sendo reciclada; e tive a sorte de acompanhar isso e ser parte disso, e ver se desenvolver no mundo Pop. VPXL buy on line Os Beatles usavam muito isso, e no Hip Hop vemos essa mesma presença!
E o tempo que você vem acompanhando isso com sua carreira?
Humm... Uns 30 anos
E nesses 30 anos, você viu toda evolução do DJ no mundo. Provavelmente deve ter pego a época que o DJ tocava dentro de um bar, escondido e hoje vemos os mesmos como SUPERSTARS! Sabemos que BEP, RIHANA E OUTROS stars tem feito os DJS ter mais destaque hoje. Você acha que de certo modo com essa presença do DJ na produção, temos um lado ORGÂNICO como nos anos 60?
Não, eu acho que é como um fluxo! No momento temos uma exposiço de Djs, principalmente na musica Pop americana. Mas as coisas mudam. Me lembro quando estive no Brasil, ou nos EUA a 12 atrás, e vimos uma invasão de DJs na cena, como Chemichal Brothers, Prodigy, eu e Basement Jaxx. No entanto vemos que a onda passou e todo mundo voltou pro Rock, eh como uma onda na praia, vai e vem!
Me lembro de coisas suas em 84 ou 85...
Nossa, é o tempo que eu to na área!
Me lembro dos vocais no comeco da "DUB BE GOOD TO ME", era você nos vocais, no começo da música ali?
Nao era minha voz (risos), e gostaria de ter tido uma voz boa como aquela!
Foi um dos remixes mais tocados em todo mundo naquela epoca, né?
Na verdade não era um remix, e sim uma versão de dub be good to me, que fizemos pra um selo determinado!
No proximo tour no Brasil pelo visto teremos surpresas. Você pode antecipar?
Olha te prometo, não teremos surpresas (risos), pois toco a tanto tempo aí, que sei o que os brasileiros querem, e não quero fazer besteira. A minha relação com o Brasil é fantastica e acho que devo isso em respeito ao meu público aí! Na parte de vídeo no entanto, vamos ter inovações sim.
Isso quer dizer que vc deve ter tomado MUITAS caipirinhas e feijoadas ne? (risos)
(Risos) Absolutamente! Parei de beber a muitos anos, mas gostei muito!

Sabemos que as GRANDES festas tem dominado o mundo, e que competem de certa forma com os clubs. A cena club sofre com a popularizacao desses Festivais ? Como esta a cena club onde você tem passado?
Basicamente, as músicas indígenas sobrevivem, e dominam os radios e clubs em niveis diferentes - sendo a bola da vez. Você vê David Guetta, BEP e Swedish House Mafia... vejo hoje em dia muita gente indo pro underground, e é bom porqu e significa qu Cialis pharmacye, onda vem onda vai, e estamos ali. Mas existe uma separação nitida dos dois estilos, e tenho sorte de conseguir andar pelos dois mundos!
Você anda em ambos "streams", né?
Definitivamente adoro o underground, mas como tenho uma historia na pop music tenho pego mais festas em festivais.
Em 2005 ou 2004, eu e mais dois grandes djs (DJ GREGO E SYLVIO MULLER) fizemos um remix do "Bird of Prey" para você, e foi o único remix latino aprovado por você para entrar em um projeto seu em todo mundo! Naquela época não tinhamos tantos DJs POPSTARS como hoje. Você acha que essa popularização de DJs PRODUTORES teve uma influência negativa ou positiva no meio musical?
Ajudou a ficar melhor, e adorei o que você falou sobre o DJ ficar atrás do bar, pois eramos menos importantes do que os caras que juntavam as garrafas no fim da noite . Eu fiz parte dessa primeira parte de DJs que fazia discos e tocavam suas proprias músicas e as pessoas nos conheciam pelos nossos discos e vinham em nossas festas para nos conhecer tocando.
Me lembro no começo, eu, ou os Chemichal Brothers, sendo "cabeça" de festivais de Rock, em cima de um par de toca-discos convencionais. E me lembro que pensava: "como é que cheguei aqui???". Hoje é aceitavel que o DJ esteja como superstar, tive sorte de ver isso do começo.
Em algum momento em sua vida, você olhou aquelas milhares de pessoas sob o seu comando, e parou pra ter um FLASHBACK rápido da sua vida profissional e ver como as coisas se encaixaram pra você ser quem vc é? Como é entender que você fez (e ainda faz) parte da história e foi diferente ?
As vezes gostaria de ter como salvar aquele momento em um banco de memória com imagens pra ver depois.
Cialis pharmacy Quando toquei na minha terra natal na praia, foi como a praia do Flamengo no Rio, e foi emocionante. Mas não posso parar por muito tempo para pensar no como parei ali, porque você pensa - "estou aqui"- e aproveita aonde você está!
Uma pergunta pessoal: você teve algum apoio da sua familia pra SER DJ, ou trabalhar com música?
Não! Meus pais odiavam Pop Music, e me achavam louco em gastar todo meu dinheiro com discos. Ainda assim, preferiam que fosse DJ do que tocasse em bandas, porque bandas tomam mais tempo pra ficar fora de casa!
Hoje em dia vemos que a música esta MUITO descartável, como você faz uma comparação do tempo de duração de um hit no passado para os dias atuais ?
Não quero parecer um velho rabugento, mas antigamente a música te conquistava. Você tinha uma banda favorita, ia lá e comprava o disco, e queria fazer parte da galera que curtia aquilo.
Hoje é mais fácil pegar as faixas
pela internet, pois não se paga pela música. Me lembro quando eu ouvia uma música e demorava 6 meses pra ter acesso àquela faixa. Hoje, tendo as coisas de graça, nao rola o mesmo respeito em conseguir aquela faixa. Mas ao mesmo tempo você tem acesso a músicas no mundo inteiro. Então temos pontos positivos e negativos!
Como foi ver um remix ou faixa sua postada no final da decada de 90 na internet por exemplo, e ver que não tinha mais tanto controle de suas músicas?
Pensando bem, me lembro que gravei muita fita k7, com musicas de outras pessoas quando nao conseguia comprar a musica, portanto não acho algo tão sagrado assim!
Hoje temos uma certa "obrigação" nas costas do DJ de que ele TEM que produzir. Você acha que o DJ TEM que produzir a própria música e tocá-la ou só ser DJ?
Eu acho que existem muitos DJs que são ótimos DJs - mas que produzem péssima musica. E acho que deveriam só tocar. Mas acho que hoje muita gente faz músicas só pra ter gigs, é um jeito de divulgar seu nome.
Até um tempo atrás, atingia por exemplo os lugares próximos de onde você morava. Só que vemos também que, se a música é boa, ela atinge o mundo em uma semana.
Você usa Serato ou algum tipo de sistema parecido nas suas gigs ?
Eu uso Serato, mas controlo pelas CDJs. Ainda sinto que toco em cd. Mas hoje, sou mais VJ do que DJ e me foco mais na parte visual!
Se lembrou do remix que falei?
Qual era o nome do remix?
Greccos mix!
Tem um fato interessante do Remix! Tinhamos feito tudo, só que uma parte do remix não se encaixava! Fizemos todo tipo de alteração e mesmo assim a música em um trecho estava nos dando MUITO problema. Como meu estúdio tem duas janelas pra rua, na 5ª vez quando ouviamos o trecho problemático, passou uma ambulância na rua, que se encaixou perfeitamente na música, em volume e duração, e vimos qu e o que faltava ali era justamente AQUELA sirene. Saí, fui no corpo de bombeiros, gravei a sirene, e a música foi aprovada por você, e depois saiu pela Som Livre aqui no Brasil!
(Risos) Preciso checar esse remix, me soletre a faixa, pois quero "re-ouvir" isso, agora que sei da história! Definitivamente é pocas loucas aquelas!
(Risos) Concordo! Muito obrigado pela entrevista e desejamos um otimo show como sempre quando estiver aqui!
Eu que agradeço!
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